Ministério Público do Paraguai pede prisão de ex-diretor após massacre com 10 mortos em penitenciária

| Créditos: Reprodução/Redes Sociais


O Ministério Público do Paraguai solicitou a prisão de Wifrido Quintana, ex-diretor da penitenciária de San Pedro, onde dez detentos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) foram mortos durante um motim ocorrido em 16 de julho. A prisão foi motivada por indícios de suborno passivo e irregularidades na administração do presídio.

As investigações revelaram que presos condenados eram autorizados a cumprir pena em uma granja sem vigilância adequada, onde havia televisão, geladeira e livre acesso às famílias, fora das celas convencionais.

O conflito que resultou na morte de dez internos, entre eles cinco decapitados e outros carbonizados, envolveu membros do PCC e do Clã Rotela, liderado por Armando Rotela, conhecido como “rei do crack”. A rebelião ocorreu após a apreensão de 200 armas artesanais, celulares e até um pé de maconha, em varredura realizada no dia 20 de junho com apoio de 200 policiais.

Segundo o ministro da Justiça do Paraguai, Julio Javier, autoridades já haviam sido alertadas sobre possíveis ataques por meio de vídeos compartilhados em redes sociais. Após o massacre, o governo substituiu a direção do presídio e anunciou a expulsão de cerca de 400 membros do PCC detidos no país. Aproximadamente 120 já foram deportados.

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