Praça e monumento eternizam memória do prefeito Ari Coelho, assassinado em 1952
- porRedação
- 10 de Fevereiro / 2026
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Assassinado em 21 de novembro de 1952, em Cuiabá, o então prefeito Ari Coelho de Oliveira permanece como uma das figuras mais marcantes da história política de Mato Grosso. Em sua homenagem, a principal praça da capital recebeu seu nome e deixou de ser chamada de Praça da Liberdade. No mesmo local, foi erguido um monumento que até hoje simboliza a memória do gestor e o impacto de sua morte violenta na vida pública do Estado.
A estátua, inaugurada em 10 de fevereiro de 1954, retrata Ari Coelho em bronze, em corpo inteiro, assentada sobre um pedestal de concreto armado. O monumento foi resultado de uma iniciativa popular, organizada por uma comissão diretora formada por Walfrido Moraes, presidente; Assaf Trad, secretário; e Ulisses Serra, tesoureiro. A mobilização refletiu o sentimento coletivo de comoção e reconhecimento à trajetória do prefeito.
O registro histórico consta na obra Os monumentos nacionais (Mato Grosso), do general J. B. Mattos, publicada pela Imprensa do Exército, no Rio de Janeiro, em 1957. Segundo o autor, a homenagem consolidou o espaço como um marco cívico e de memória, preservando a lembrança de um período marcado por tensões políticas e episódios de violência.
Décadas depois, esses acontecimentos voltam ao debate público com o relançamento do livro Sangue no Oeste, a lei do 44, do jornalista Sergio Cruz. A obra reúne uma série de pesquisas sobre episódios que marcaram a história regional e nacional, como a morte do prefeito Ari Coelho, o assassinato da prefeita Dorcelina Folador, em Mundo Novo, o sequestro do Ludinho e os impactos da gripe espanhola em Campo Grande.
Ao resgatar fatos muitas vezes esquecidos, o livro reacende discussões sobre violência política, memória histórica e a importância de preservar registros que ajudam a compreender o passado e suas consequências no presente. Se quiser, posso adaptar o texto para caderno cultural, coluna histórica ou material promocional do livro, com um tom mais jornalístico ou mais literário.






