PEC da jornada, tititi no Judiciário e a corrida digital rumo a 2026

Jornada polêmica
O envio da PEC 8/2025 à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados funcionou como uma válvula de escape para o presidente da Casa, Hugo Motta, diante da pressão exercida por partidos de esquerda neste início de ano legislativo. A proposta — que reduz a jornada de trabalho do modelo 6×1 para 4 dias de trabalho por 3 de folga — pode virar bandeira eleitoral do presidente Lula da Silva, mas encontra forte resistência em um Congresso de perfil majoritariamente patronal.
Nos bastidores, o discurso predominante é o de que o Brasil “precisa produzir”. Embora tenha avançado para a CCJ, a PEC 8/2025, apensada à PEC 221/19, dificilmente passará pelo plenário, avaliam deputados ouvidos pela Coluna. “Se avançar na tramitação, será para o ano que vem”, resume um parlamentar. A proposta chega às vésperas do calendário eleitoral e promete embate direto entre sindicatos e empregadores. Assinam o texto, entre outros, os deputados Túlio Gadêlha (Rede-PE) e Erika Hilton (Psol-SP).

Toga vibradora
Há histórias nos bastidores do Superior Tribunal de Justiça que raramente vêm a público. A mais recente envolve a ousadia de uma advogada que circula com frequência na Corte e adota uma forma, digamos, nada convencional de aproximação com ministros. Para a esposa de um deles, o presente foi um vibrador. As imagens do mimo rapidamente se espalharam por grupos de WhatsApp, alimentando o tititi interno.

Redes na eleição
O índice Pêndulo Digital, da DadoDado Insights, aponta Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança do ranking de performance online entre possíveis presidenciáveis de 2026, com nota 86,9. Ele aparece à frente do presidente Lula da Silva (72,6) e do governador Tarcísio de Freitas (72). Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) completam o Top 5. Os detalhes do levantamento estão disponíveis no site da Coluna.

Povos indígenas
Pesquisa inédita da Croma Consultoria revela que 52% dos 2 mil entrevistados acreditam que os brasileiros valorizam e respeitam os povos originários. O estudo foi divulgado na semana de celebrações da luta indígena. Apesar de 71% afirmarem que hoje se sabe mais sobre o modo de vida dessas populações, 40% dizem saber “pouco”, 15% “quase nada” e 9% afirmam não saber “nada”.

Do hangar
Nos corredores dos hangares, o comentário é um só: a Azul Linhas Aéreas enfrenta dificuldades com o avanço da Latam nas contratações. A concorrente passará a operar também aeronaves da Embraer, atraindo comandantes experientes e comissários, que estariam migrando de companhia.

Reforma e riscos
Em entrevista ao EsferaCast, o professor da USP Heleno Torres destacou a tributação no destino e a devolução automática de créditos como vetores de eficiência econômica e atração de investimentos. Segundo ele, a Reforma Tributária vai redefinir a relação entre os entes federativos e aumentar a eficiência do sistema, mas deve pressionar os custos — especialmente no setor de serviços — até o fim da transição, prevista para 2032.

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