Polícia aponta que vereador preso escapou de execução após acordo para ressarcir suposto desvio
- porRedação
- 25 de Junho / 2026
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Vereador petista foi preso na manhã desta quinta-feira (25), em São Paulo | Créditos: Reprodução/Câmara de Vereadores de São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo afirma que um vereador preso na Operação Carbono Oculto teria sido inicialmente condenado à morte por integrantes da facção criminosa PCC em razão de um suposto desvio de recursos ligados à empresa de transporte Transunião. No entanto, segundo os investigadores, ele acabou sendo poupado após assumir o compromisso de ressarcir os valores que teriam sido desviados.
De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a investigação indica que o ex-presidente da empresa, Adauto Soares Jorge, foi assassinado em 2020 como forma de reafirmar o controle da organização criminosa sobre sua estrutura financeira. Os policiais sustentam que o homicídio foi motivado por divergências relacionadas à administração de recursos considerados estratégicos para o grupo.
Durante coletiva de imprensa, o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, afirmou que o vereador também figurava entre os alvos da facção, mas teria sido "perdoado" após concordar em devolver os valores supostamente desviados. A polícia informou, porém, que ainda não há confirmação do montante envolvido nem comprovação de que o ressarcimento tenha sido efetivamente realizado.
As investigações também apontam que, após os episódios, a influência do parlamentar sobre a empresa teria diminuído gradativamente, embora os investigadores afirmem que não houve um rompimento imediato de seus vínculos com a estrutura investigada. Manuscritos atribuídos ao PCC, apreendidos durante a apuração, mencionam um desfalque milionário e a necessidade de afastar pessoas consideradas responsáveis pelas irregularidades.
A defesa do vereador contesta as acusações e informou que prepara manifestação oficial sobre o caso. A investigação segue em andamento para apurar a participação dos envolvidos e o suposto esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro relacionado à empresa de transporte.






