PF identifica 29 alvos de organização criminosa que movimentou R$ 500 milhões com tráfico
- porRedação
- 05 de Novembro / 2026
- Leitura: em 7 segundos

A Polícia Federal identificou 29 pessoas investigadas por participação em uma organização criminosa transnacional suspeita de movimentar mais de R$ 500 milhões em apenas dois anos com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. O grupo foi alvo da Operação Ifrit, deflagrada na quarta-feira (4), em conjunto com a Receita Federal.
Entre os investigados estão o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Hoffman D’Ávila Candido e Sousa, e integrantes de um clã familiar formado por três irmãos, filhos e outros parentes, apontados como núcleo central da organização.
Segundo as investigações, Hoffman teria recebido aproximadamente R$ 15 milhões com a comercialização de cerca de duas toneladas de cocaína desviadas do depósito da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A apuração também aponta que a droga teria sido adulterada com a mistura de farinha e fermento antes de ser comercializada.
A lista dos 29 alvos inclui policiais e pessoas apontadas como integrantes da estrutura financeira e operacional do esquema:
Adel Hassan Haidar
Adule Vasques Haidar
Andrey Elesbão Silva
Bassam Hassan Haidar Ahmed
Brendo Benega Pereira
Bruno Banega
Bruno Leonardo Bergamasco
Daniel Ecleverson da Silva Barbosa
Daniel Jonatas Ferreira
Douglas Tobias
Eduardo Greco
Fahd Haidar
Hector Salinas Esquivel
Hoffman D’Ávila Candido e Sousa
Ireneo Ramom Acosta
João Fernando Andrade de Carvalho
Jorge Adalid Granier Ruiz
José Miguel Vela Caprioli Junior
Mamede Alhaj Haidar
Maroan Fernandes Haidar Ahmed
Nasser Haidar
Pedro Henrique Flores Camargo
Rafael Rodas Neto
Renan Braiana Garcia Presotto
Salazar José Batista
Valdeson Pereira dos Santos
Valter Ulisses Martins Silva
Victor Hugo Santos Queiroz
Vitor da Silva
Operação alcança sete estados
A ofensiva mobilizou cerca de 450 policiais federais, além de equipes da Receita Federal, para cumprir 76 mandados judiciais em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Foram expedidos 25 mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Três policiais civis foram afastados das funções.
Conforme a investigação, Mato Grosso do Sul era utilizado como ponto estratégico para a entrada e distribuição de drogas e armas. A organização mantinha atuação principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Os entorpecentes e armamentos eram obtidos na Bolívia, no Paraguai e no Peru. Parte das drogas abastecia mercados brasileiros, enquanto outra seguia para países europeus, principalmente Espanha e Portugal.
A Polícia Federal também apura a participação de policiais civis, militares e de um policial rodoviário federal, que supostamente forneciam informações estratégicas e apoio logístico à organização.
Apreensão de veículo de luxo em Campo Grande
Durante a operação na Capital, os policiais federais apreenderam um Mustang pertencente ao policial civil Douglas Tobias, localizado em um condomínio de alto padrão na região do Parque dos Novos Estados.
Douglas já havia sido alvo da Operação Infiltrados, conduzida pelo Gaeco, que investiga o desvio de entorpecentes apreendidos pela Denar.
A defesa do delegado Hoffman informou que ainda não teve acesso integral aos autos e às provas que fundamentaram as novas medidas judiciais. Os advogados afirmaram que qualquer manifestação sobre as acusações será feita após a análise completa do processo, ressaltando o direito à ampla defesa e ao contraditório.
A defesa de Fahd Haidar também informou que aguardará acesso à investigação antes de se manifestar.
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul declarou que nenhum integrante da corporação foi preso durante a operação e reafirmou seu compromisso com a legalidade e a responsabilidade institucional.
As suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Com informações do Midiamax






