PF aponta inconsistências e considera “inverossímil” origem de R$ 135 mil usados por magistrado

| Créditos: Arquivo


A Polícia Federal identificou indícios de irregularidades na origem de R$ 135 mil utilizados pelo desembargador Alexandre Bastos na compra de um carro de luxo e de um terreno, classificando a justificativa apresentada como “inverossímil”.

De acordo com as investigações, o montante foi pago em espécie, sendo R$ 30 mil destinados à entrada de um veículo Jaguar E-Pace e R$ 105 mil para quitar um terreno em condomínio de alto padrão.

A defesa afirma que os valores têm origem em rendimentos recebidos de um antigo escritório de advocacia, pagos ao longo de 2018 por meio de cheques. Segundo essa versão, os valores teriam sido sacados e guardados em dinheiro para posterior uso nas aquisições.

No entanto, a Polícia Federal questiona a lógica dessa movimentação financeira. Entre os pontos levantados estão o saque fracionado em diversas operações, a retirada do dinheiro do sistema bancário e o uso de grandes quantias em espécie nas transações. Para os investigadores, esse procedimento levanta dúvidas sobre a real origem dos recursos.

As compras ocorreram entre 2018 e 2019, período anterior aos fatos investigados envolvendo suspeitas de venda de decisões judiciais, segundo argumenta a defesa.

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