Pequim critica ações navais dos Estados Unidos contra embarcações venezuelanas
- porRedação
- 22 de Dezembro / 2025
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O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA, USS Sampson DDG-102, atraca próximo à entrada do Canal do Panamá, em meio a um grande reforço das forças navais americanas na região do Caribe Sul, na Cidade do Panamá, Panamá, 31 de agosto de 2025. | Créditos: REUTERS/Enea Lebrun
O governo da China manifestou-se oficialmente contra a apreensão de navios da Venezuela por forças norte-americanas, classificando o ato como uma infração às normas internacionais de soberania.
O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado formal condenando a recente interceptação e apreensão de embarcações venezuelanas por autoridades dos Estados Unidos. Para Pequim, a medida configura uma "violação grave" dos princípios de autodeterminação e das leis que regem o comércio marítimo global.
Posicionamento de Pequim
A porta-voz da chancelaria chinesa afirmou que o país se opõe firmemente a sanções unilaterais e à jurisdição extraterritorial aplicada por Washington. Segundo a representante, tais ações não possuem respaldo no Conselho de Segurança da ONU e servem apenas para elevar a tensão política na região da América Latina.
A China reforçou que o diálogo diplomático deve prevalecer sobre táticas de pressão e bloqueios navais. O governo chinês também destacou que manterá a cooperação comercial com o país sul-americano, apesar das restrições impostas pela administração norte-americana.
Contexto da disputa
As apreensões fazem parte de uma estratégia de Washington para intensificar o isolamento econômico do governo de Nicolás Maduro. Os Estados Unidos justificam as intervenções alegando que as embarcações estariam envolvidas em atividades ilícitas ou violando sanções comerciais pré-estabelecidas.
Por outro lado, a Venezuela acusa os EUA de "pirataria internacional" e de desrespeito às águas territoriais. Com o apoio diplomático da China, o governo venezuelano busca denunciar as manobras em fóruns internacionais, alegando prejuízos humanitários e econômicos à população.






