Japão autoriza retomada de operações na maior central nuclear do planeta
- porRedação
- 22 de Dezembro / 2025
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Usina de Kashiwazaki-Kariwa no Japão | Créditos: Reprodução/Reuters
Em uma decisão estratégica para a matriz energética do país, autoridades japonesas deram sinal verde para a reativação da usina de Kashiwazaki-Kariwa. O complexo, reconhecido como o maior do mundo em capacidade de geração, estava com as atividades suspensas há mais de uma década, reflexo do endurecimento das políticas de segurança após o acidente de Fukushima em 2011.
Nesta segunda-feira (22), a assembleia local da província de Niigata aprovou a legislação necessária para que a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) retome as operações. De acordo com informações da emissora pública NHK, o cronograma da empresa prevê que o reator n.º 6 volte a operar por volta do dia 20 de janeiro.
Contexto e Motivação
A retomada ocorre sob a gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi, entusiasta da energia nuclear como pilar para a autossuficiência energética do Japão. O governo busca equilibrar dois grandes desafios:
Segurança Climática: Reduzir a queima de combustíveis fósseis para atingir metas de descarbonização.
Segurança Energética: Diminuir a dependência de importações de energia e suprir a crescente demanda interna.
Desafios e Segurança
Apesar da aprovação institucional, o projeto enfrenta resistência de parcelas da população local, ainda cautelosa devido ao trauma do desastre de 2011, provocado por um terremoto seguido de tsunami. Desde aquele evento — o mais grave do setor desde Chernobyl (1986) — o Japão havia desativado todos os seus 54 reatores nucleares.
Para viabilizar a reabertura de Kashiwazaki-Kariwa, foram necessários anos de vistorias técnicas e investimentos em protocolos de segurança rigorosos, visando garantir que a infraestrutura esteja preparada para enfrentar eventos sísmicos extremos sem os riscos observados no passado.






