Pecuarista e mais três são denunciados por morte de vizinho em Dourados
- porRedação
- 31 de Julho / 2025
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: Foto: Leandro Holsbach
O Ministério Público denunciou o pecuarista Paulo Afonso de Lima Lange por homicídio qualificado, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo pela morte do produtor rural Volnei Kommers Beutinger, de 52 anos. O crime ocorreu em 10 de julho, na fazenda de Lange, no distrito de Itahum, Dourados, e, segundo as investigações, resultou de desavenças entre os vizinhos.
Além de Lange, foram denunciados o filho dele por omissão de socorro, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo, o caseiro de Lange por fraude processual, e um funcionário da vítima por omissão de socorro. Os nomes dos demais denunciados não foram divulgados.
Detalhes do Crime e Investigação
De acordo com o inquérito policial conduzido pelo delegado Lucas Albe Veppo, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), Volnei Beutinger e seu funcionário foram à fazenda de Lange para procurar gado que havia fugido. Uma discussão teria começado entre Volnei e o filho de Paulo Lange, evoluindo para uma briga física.
Durante a confusão, Paulo Lange teria disparado um tiro de revólver calibre 38 no peito de Volnei. Após o disparo, Lange teria colocado o corpo de Volnei em sua caminhonete Ford Ranger e o transportado para a fazenda da vítima. No dia seguinte, ele se apresentou à polícia, alegando ter agido em legítima defesa do filho.
A versão de Paulo Lange foi contestada por seu funcionário, que negou que Volnei estivesse armado com uma faca e afirmou que a vítima já estava morta quando foi removida do local.
Prisão e Denúncias
Devido a contradições no depoimento, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Paulo Lange, que foi cumprida em 12 de julho. Ele está atualmente detido na Penitenciária Estadual de Dourados (PED).
O Ministério Público, com base no inquérito, decidiu denunciar o filho de Lange e os dois funcionários que presenciaram o crime. Embora os crimes atribuídos aos demais denunciados sejam considerados de menor gravidade, a promotoria entendeu que havia elementos suficientes para as acusações, como a omissão de socorro por parte do funcionário de Volnei, que não prestou auxílio ao seu patrão. A Polícia Civil não solicitou a prisão preventiva dos demais envolvidos.






