Passarela da Garganta do Diabo é interditada preventivamente por 40 dias no lado argentino das Cataratas do Iguaçu
- porRedação
- 03 de Agosto / 2026
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O circuito turístico da Garganta do Diabo, situado no trecho argentino do Parque Nacional Iguaçu em Puerto Iguazú, teve seu acesso temporariamente suspenso por um período estimado de 40 dias. A medida preventiva visa proteger a estrutura física do local diante da possibilidade de cheias no rio Iguaçu nos próximos meses.
Remoção de estruturas e manutenção das demais atrações
Durante o período de interdição, equipes técnicas atuarão na desmontagem parcial do percurso, com a remoção dos painéis de piso e de grades metálicas das passarelas. O objetivo é impedir que o aumento do fluxo d'água cause danos materiais aos equipamentos de travessia. As demais rotas e passeios do parque continuam operando normalmente, sem alterações no atendimento aos visitantes.
Motivação e previsões meteorológicas
A decisão foi tomada a partir de dados de monitoramento hidrológico da bacia do rio Iguaçu e de relatórios meteorológicos vinculados ao fenômeno El Niño. As análises indicam volume de chuvas superior à média histórica para a região, com probabilidade de grandes elevações na vazão entre os meses de setembro e outubro, o que poderia provocar inundações de grande magnitude.
Alteração nos protocolos de segurança
Trata-se da primeira vez em que um bloqueio preventivo desse porte é adotado com tanta antecedência em relação à subida das águas. Em eventos anteriores, a desmontagem das passarelas ocorria apenas com o rio já em processo de elevação.
A mudança no procedimento busca evitar estragos semelhantes aos registrados em outubro de 2023, quando a vazão do rio ultrapassou 24 mil metros cúbicos por segundo — volume mais de 20 vezes superior ao fluxo normal —, destruindo partes significativas da travessia e exigindo nove meses de obras para a completa restauração do trecho.
Ações na região
Devido à vulnerabilidade da província de Misiones aos impactos do El Niño, órgãos locais estabeleceram grupos de acompanhamento interinstitucional para supervisionar as áreas ribeirinhas e prontificar protocolos de emergência, caso o nível das bacias hidrográficas da região atinja cotas de alerta.






