Paraguai e Bolívia passam a integrar aliança liderada pelos EUA contra facções criminosas na região

| Créditos: Reprodução/MSConecta


Paraguai e Bolívia, países que fazem fronteira com Mato Grosso do Sul, formalizaram adesão a uma iniciativa de cooperação internacional liderada pelos Estados Unidos voltada ao combate de organizações criminosas transnacionais, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e outras redes ligadas ao tráfico de drogas. A medida amplia a articulação regional de segurança em uma área considerada estratégica para o enfrentamento do crime organizado.

A adesão dos dois países ocorre em meio ao fortalecimento da chamada coalizão “Escudo das Américas”, criada para promover ações conjuntas entre governos, forças de segurança e organismos de inteligência no combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro, contrabando e atuação de facções que operam além das fronteiras nacionais.

A proximidade geográfica de Paraguai e Bolívia com Mato Grosso do Sul torna a região uma das principais rotas monitoradas pelas autoridades. O Estado possui mais de 2,5 mil quilômetros de fronteira internacional, área frequentemente utilizada para o transporte ilegal de drogas, armas e mercadorias.

O governo norte-americano tem intensificado nos últimos meses a pressão por ações coordenadas contra grupos criminosos da América Latina. Entre as medidas anunciadas estão o compartilhamento de informações de inteligência, operações integradas e ampliação da cooperação entre os países participantes.

O Paraguai, sob a liderança do presidente Santiago Peña, já vinha estreitando relações com os Estados Unidos em temas ligados à segurança regional. A Bolívia também passou a integrar o grupo de países que aderiram à estratégia de cooperação internacional voltada ao enfrentamento de organizações criminosas que atuam em vários países do continente.

Especialistas apontam que a participação dos países vizinhos pode aumentar o intercâmbio de informações e fortalecer o controle das fronteiras, especialmente em áreas próximas a Mato Grosso do Sul, considerado um dos principais corredores de circulação de cargas ilícitas na América do Sul.

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