Ouro recua quase 3% após sinalizações do Fed e fecha semana no vermelho

| Créditos: Foto: Milan Jaros/Bloomberg


O mercado internacional de ouro encerrou a sexta-feira em forte queda, pressionado pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, durante o simpósio de Jackson Hole, nos Estados Unidos. O discurso reforçou a percepção de que o banco central norte-americano poderá manter uma postura mais rígida no combate à inflação, aumentando as expectativas de elevação dos juros.

Na bolsa Comex, em Nova York, o contrato de ouro com vencimento em dezembro terminou o dia cotado a US$ 4.529,90 por onça-troy, com desvalorização de 2,88%. No acumulado da semana, a perda chegou a 3,22%. A prata também registrou baixa, encerrando o pregão com recuo de 3,49%.

Analistas apontam que as falas de Warsh fortaleceram as apostas de que os juros nos Estados Unidos poderão permanecer elevados por mais tempo ou até voltar a subir. Esse cenário impulsionou o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, fatores que normalmente reduzem a atratividade do ouro, ativo que não oferece rendimento próprio.

Durante sua participação em Jackson Hole, Warsh afirmou que o Fed ainda terá “trabalho a fazer” caso a inflação não retorne de forma convincente à meta de 2%, além de criticar o uso prolongado da chamada orientação futura de política monetária. As declarações foram interpretadas pelo mercado como um sinal de maior rigor no controle dos preços.

Além das questões monetárias, investidores também acompanharam dados sobre o mercado asiático. Informações divulgadas por Hong Kong mostraram aumento nas exportações líquidas de ouro para a China em julho, indicando demanda consistente pelo metal no maior consumidor mundial.

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