Operação apura suposto esquema de propina em contratos da merenda e leva à prisão de servidora pública
- porRedação
- 18 de Setembro / 2026
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Uma decisão judicial que autorizou a prisão de uma servidora pública detalha indícios de um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos de fornecimento de merenda escolar. Conforme os autos da investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mensagens e documentos reunidos pelos investigadores apontam para a possível cobrança e distribuição de vantagens indevidas relacionadas a contratos públicos.
De acordo com a decisão, conversas obtidas durante a apuração indicam pedidos frequentes de recursos financeiros, além de referências a pagamentos que, segundo a investigação, estariam ligados à manutenção do esquema. Em um dos trechos citados no processo, os investigadores destacam mensagens que sugerem urgência na obtenção de dinheiro para atender demandas apontadas pelos envolvidos.
A investigação também aponta que parte dos valores teria origem em contratos de alimentação escolar, levantando suspeitas sobre a destinação de recursos públicos. Os elementos reunidos incluem trocas de mensagens, registros financeiros e outros documentos analisados pelas autoridades.
Ao determinar a prisão preventiva, a Justiça considerou que havia indícios suficientes para a continuidade das investigações e avaliou que a medida seria necessária para evitar interferências na coleta de provas. O processo destaca ainda a suspeita de participação de diferentes agentes no suposto esquema, que agora segue sob análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
As apurações continuam e os investigados terão a oportunidade de apresentar defesa no decorrer do processo. Até o julgamento definitivo, todos os envolvidos são considerados inocentes, conforme prevê a legislação brasileira.






