Novo salário mínimo e teto do INSS entram em vigor e alteram benefícios e descontos
- porRedação
- 14 de Janeiro / 2026
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Salário | Créditos: CG Notícias
O novo salário mínimo e o novo teto do INSS passaram a valer nesta semana, trazendo reajustes tanto nos benefícios pagos pela Previdência quanto nos descontos de quem trabalha com carteira assinada. O teto máximo dos pagamentos do INSS foi atualizado para R$ 8.475,55, enquanto o piso nacional subiu para R$ 1.621,00.
As novas regras foram oficializadas pelo Governo Federal e têm impacto direto no valor final que cai na conta dos segurados. Na prática, quem recebe o salário mínimo passa a contar com o novo valor integral. Já para quem ganha acima do piso, o reajuste aplicado é de 3,90%, índice que acompanha a inflação do último ano e busca preservar o poder de compra dos beneficiários.
O Seguro-Desemprego também foi corrigido. Em Mato Grosso do Sul, o valor máximo da parcela passou para R$ 2.518,65. O benefício continua sendo calculado com base na média dos três últimos salários do trabalhador demitido sem justa causa, respeitando esse novo teto.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência em situação de baixa renda, acompanha o salário mínimo. Assim, o valor recebido por essas famílias passa automaticamente para R$ 1.621,00, sem necessidade de recadastramento.
No caso das aposentadorias e pensões, quem recebe exatamente um salário mínimo já passa a contar com o novo piso. Para quem recebe acima disso, o pagamento é reajustado em 3,90%. Isso significa, por exemplo, que um benefício de R$ 2.000,00 passa a ser de R$ 2.078,00.
Além dos benefícios, o novo mínimo também altera o holerite de quem está no mercado formal. As faixas de contribuição ao INSS foram atualizadas e, com isso, mudam os percentuais descontados diretamente do salário. Quem ganha até R$ 1.621,00 contribui com 7,5%. Para salários entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84, o desconto é de 9%. Entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27, a alíquota sobe para 12%. Já para quem ganha de R$ 4.354,28 até o teto de R$ 8.475,55, o desconto máximo chega a 14%.
Vale destacar que o Bolsa Família não acompanha automaticamente o reajuste do salário mínimo, pois o programa segue regras próprias e não está vinculado ao piso nacional.






