Pesquisa Quaest mostra país dividido sobre governo Lula em janeiro de 2026

| Créditos: Ricardo Stuckert/PR

Os números mostram que o quadro pouco mudou desde dezembro de 2025, quando a desaprovação também era de 49% e a aprovação chegava a 48%. Desde outubro, os dois índices vêm se mantendo muito próximos, refletindo um país praticamente dividido ao meio. No ano passado, o momento mais delicado para o governo foi em maio, quando 57% dos entrevistados rejeitavam a administração federal, contra apenas 40% de aprovação.

Quando os eleitores são questionados sobre a avaliação geral do governo, 39% dizem enxergá-lo de forma negativa, enquanto 32% consideram positiva a atuação do presidente. Outros 27% classificam a gestão como regular. Em comparação com dezembro, houve uma leve piora, com aumento da percepção negativa.

A possibilidade de Lula disputar e conquistar um novo mandato também enfrenta resistência. Para 56% dos entrevistados, o presidente não deveria ser reeleito, enquanto 41% defendem sua permanência no cargo por mais quatro anos.

A economia aparece como um dos principais fatores de desgaste. Segundo a pesquisa, 43% dos brasileiros acreditam que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses, um aumento em relação a dezembro, quando esse percentual era de 38%. Apenas 24% percebem melhora, e 29% avaliam que tudo segue igual.

Apesar disso, há uma expectativa moderadamente positiva para o futuro: 48% acreditam que a economia vai melhorar ao longo de 2026, enquanto 33% temem uma piora e 21% acham que nada deve mudar.

O peso dos preços dos alimentos também influencia a percepção da população. Para 58% dos entrevistados, os valores subiram recentemente, pressionando o orçamento das famílias. Outros 24% avaliam que os preços ficaram estáveis, e apenas 16% perceberam queda.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Compartilhe: