MPMS acompanha risco de interrupção de cirurgias e cobra medidas para manter atendimento na Santa Casa

| Créditos: Foto: Gerson Oliveira


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha a situação da Santa Casa de Campo Grande diante do risco de redução ou interrupção de procedimentos médicos. A preocupação aumentou após profissionais das áreas de cirurgia cardíaca pediátrica e anestesiologia manifestarem intenção de deixar o hospital.

A eventual saída das equipes pode afetar exames, cirurgias e outros atendimentos realizados na instituição, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). As cirurgias eletivas e consultas ambulatoriais já estão suspensas há aproximadamente 40 dias.

Entre os problemas apontados estão a falta de medicamentos e insumos e o atraso no pagamento de salários, que, segundo as informações divulgadas, ultrapassa quatro meses.

O MPMS informou que tem realizado reuniões com representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde para buscar alternativas que evitem a interrupção da assistência aos pacientes. Também foi articulado um repasse emergencial para auxiliar na compra de medicamentos e materiais necessários aos procedimentos.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou ter recebido apenas de forma informal a informação sobre uma possível interrupção do serviço de cirurgia cardíaca pediátrica. Caso seja confirmada uma paralisação em desacordo com as obrigações previstas no convênio, a pasta poderá adotar medidas administrativas.

A Santa Casa, por sua vez, informou que comunicou a suspensão temporária de cirurgias cardíacas pediátricas congênitas eletivas devido à falta de profissionais especializados para realizar os procedimentos com segurança. Dos dois cirurgiões da área, um está afastado por problema grave de saúde e a outra profissional solicitou o encerramento do vínculo.

Segundo o hospital, quatro crianças aguardam atualmente procedimentos cirúrgicos, mas continuam recebendo acompanhamento, exames e assistência pediátrica.

Também foi anunciado um aporte emergencial de R$ 4 milhões para ajudar na aquisição de insumos. A instituição informou, porém, que o valor ainda não havia sido depositado.

O objetivo das tratativas é evitar prejuízos à continuidade dos atendimentos, principalmente aos pacientes que dependem da estrutura hospitalar pelo SUS.

Compartilhe: