MP cobra nova fiscalização na JBS por irregularidades ambientais em Campo Grande

| Créditos: Divulgação


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul requisitou nova fiscalização no depósito de couros da JBS, localizado no Núcleo Industrial de Campo Grande. A unidade foi flagrada, em 2023, operando sem licença ambiental e, em fevereiro deste ano, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularização.

O TAC prevê, entre outras medidas, a instalação de sistema de controle de emissões atmosféricas para redução de odores e a apresentação de estudo de investigação confirmatória sobre possível contaminação ambiental. A vistoria será realizada por técnicos da Planurb, e o inquérito aguarda o retorno do órgão sobre o cumprimento dos termos.

Mesmo com os riscos ambientais e à saúde pública, a multa por descumprimento das cláusulas do TAC foi estipulada em R$ 9,8 mil. A JBS também se comprometeu a doar R$ 70 mil ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Campo Grande.

Além disso, outra unidade da empresa, localizada a 7,8 km do depósito de couros, é alvo de ação civil pública por mau cheiro que afeta moradores do bairro Nova Campo Grande. Nessa ação, o MPMS requer medidas imediatas, como reparo do sistema de exaustão, plantio de cortina arbórea e apresentação de projeto técnico para isolamento de áreas com maior emissão de gases. O projeto, após aprovação do Imasul, deverá ser executado em até seis meses. Caso seja considerada inviável a permanência da unidade, o órgão pede o deslocamento da atividade para área mais adequada no prazo de até um ano.

O valor atribuído à causa é de R$ 100 mil, para fins fiscais e processuais.

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