Morre Felix Fischer, ministro aposentado do STJ, aos 78 anos
- porRedação
- 25 de Fevereiro / 2026
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Morreu nesta quarta-feira (25) o ministro aposentado Felix Fischer, aos 78 anos. A morte foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o magistrado construiu uma trajetória de mais de duas décadas.
Durante sua atuação na Corte, Fischer foi relator de processos de grande repercussão, entre eles investigações relacionadas à operação conhecida como Lama Asfáltica, que apurou supostos esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção em Mato Grosso do Sul.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), apontado como chefe de organização criminosa em suposto esquema de corrupção, foi distribuída ao gabinete de Fischer em outubro de 2020, como ação penal. O magistrado também foi relator do Inquérito 1.190, que investigava o chamado “boi de papel”, suposto esquema que envolvia abates fictícios de gado para encobrir pagamento de propina em troca de incentivos fiscais na Secretaria de Fazenda estadual. O inquérito acabou anexado à ação penal.
Trajetória na magistratura
Felix Fischer era bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Iniciou sua carreira pública no Ministério Público do Paraná (MPPR), onde atuou como promotor e procurador de Justiça.
Em 1996, foi nomeado ministro do STJ, permanecendo no cargo até a aposentadoria, em 2022. Ao longo da trajetória, presidiu o tribunal no biênio 2012–2014, atuou como corregedor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).
Homenagens
Familiares, amigos e integrantes do Judiciário prestaram homenagens ao magistrado. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou nota de pesar, destacando a dedicação de Fischer ao serviço público e sua contribuição para o fortalecimento da Justiça brasileira.
Na nota, o CNJ manifestou solidariedade aos familiares e ressaltou que o ministro deixa como legado o compromisso com o aprimoramento do Poder Judiciário.






