Ministério Público apresenta denúncia contra médico por feminicídio e outros três crimes em Campo Grande
- porRedação
- 25 de Agosto / 2026
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O Ministério Público Estadual oficializou denúncia formal contra o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado pela morte de sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. O crime ocorreu no dia 18 de maio de 2026 na residência do casal, localizada em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, na capital sul-mato-grossense.
Além da acusação de feminicídio qualificado, a peça acusatória inclui a imputação de outros três delitos: fraude processual, violência psicológica contra a mulher e posse ilegal de arma de fogo.
Entenda o caso e o avanço das investigações
Na data do fato, a equipe de socorro e as forças de segurança foram acionadas para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo. A princípio, o investigado sustentou a tese de que a esposa teria tirado a própria vida no local.
No entanto, o trabalho de perícia técnica e as diligências investigativas contestaram a versão inicial. Os laudos necroscópicos e o exame do local demonstraram incompatibilidade entre a trajetória do projétil, a dinâmica do ferimento na cabeça da vítima e a hipótese de autoextermínio. Paralelamente, foram colhidos elementos no diário da vítima e relatos sobre o histórico do casal para apurar a ocorrência de violência psicológica.
Durante as apurações, identificou-se também a tentativa de remoção e ocultação de armamentos do imóvel logo após o ocorrido com o auxílio de funcionários da propriedade, conduta enquadrada como fraude processual.
Situação processual
O médico chegou a ter a prisão preventiva decretada no decorrer do inquérito, mas obteve habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça, passando a responder ao processo em liberdade.
A defesa de João Jazbik Neto reitera a inocência do acusado, argumentando que os exames periciais possuem divergências técnicas e que o histórico pessoal da vítima corrobora a tese de suicídio, posicionamento que pretende sustentar ao longo da instrução processual.
Com o oferecimento da denúncia, cabe agora ao Poder Judiciário analisar se aceita os termos do Ministério Público para tornar o investigado réu. Em caso de aceite, o processo seguirá para a fase de instrução e julgamento no Tribunal do Júri.






