Militar tetraplégico recebe alta após passar por cirurgia inédita com polilaminina em MS
- porRedação
- 23 de Janeiro / 2026
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Recebeu alta médica na quinta-feira (22) o militar de 19 anos, tetraplégico, que foi submetido a um procedimento inédito em Mato Grosso do Sul na tentativa de retomar os movimentos. A cirurgia experimental com polilaminina — proteína extraída da placenta que estimula conexões nervosas — foi realizada na quarta-feira (21) e considerada bem-sucedida pela equipe médica. Agora, o jovem seguirá o tratamento com fisioterapia domiciliar, acompanhado por uma equipe multidisciplinar.
O paciente continua sendo monitorado pelo Hospital Militar de Campo Grande, sob a supervisão dos médicos-pesquisadores responsáveis pelo estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Laboratório Cristália. A pesquisa possui autorização das autoridades sanitárias e vem apresentando resultados promissores na recuperação de pacientes com lesões medulares graves.
Antes do militar sul-mato-grossense, outros 12 pacientes já passaram pelo tratamento experimental. Segundo o neurocirurgião Bruno Cortez, do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, os avanços observados têm surpreendido a equipe.
“Todos já tiveram melhorias, até surpreendentes. Não imaginávamos que seria tão rápido”, afirmou.
Para integrar o estudo, o militar, natural de Dourados, entrou em contato diretamente com os pesquisadores e foi orientado a solicitar o tratamento compassivo por via judicial, modalidade que permite o uso de terapias experimentais em casos específicos.
Apesar de não haver garantia de que o paciente voltará a andar, os especialistas avaliam que há alta probabilidade de recuperação parcial dos movimentos, o que já representa um ganho significativo na qualidade de vida.
“Em todos os casos houve melhora. Uma pessoa tetraplégica que passa a conseguir levar o alimento à boca, por exemplo, já conquista um avanço enorme”, explicou Cortez.
Não há prazo definido para que os resultados apareçam. No entanto, um dos casos mais conhecidos do estudo é o do bancário Bruno Drummond de Freitas, vítima de um grave acidente de trânsito em 2018. Ele voltou a mexer os dedos do pé após três semanas, deu os primeiros passos em sete meses e passou a caminhar após um ano e meio. Atualmente, recuperou cerca de 98% dos movimentos e participa até de maratonas.






