Gaeco prende empresário em SC um dia após operação contra fraudes em licitações em Terenos

Um dia após a deflagração de operações que resultaram na prisão de pessoas ligadas ao Grupo Impacto de Comunicação, o Gaeco de Santa Catarina prendeu, na quinta-feira (23), mais um investigado no esquema de fraudes em licitações envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos, em Mato Grosso do Sul.

O empresário Geraldo Alves Pereira foi localizado e preso em Itapema (SC), onde passava férias. Ele é proprietário de uma das empresas que participaram de processos licitatórios investigados pelo Ministério Público.

As prisões fazem parte da Operação Collusion, que cumpriu seis mandados de prisão com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes em contratos públicos. De forma simultânea, o Gaeco de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação Simulatum. Ambas as ações visam combater organizações criminosas que, segundo as investigações, atuam desde 2021 fraudando licitações e contratos firmados pela Prefeitura e pela Câmara Municipal de Terenos.

As investigações são conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPMChoque).

Inicialmente, Geraldo Alves Pereira não havia sido localizado durante o cumprimento dos mandados em Mato Grosso do Sul. No entanto, com o avanço das diligências e a cooperação entre os órgãos de investigação, ele acabou preso no litoral catarinense no dia seguinte à operação.

Lista de presos

Entre os detidos nas operações estão:

Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa – proprietário do Impacto Mais

Eudmar Rogers Nolasco de Faria – diretor comercial do Grupo Impacto

Antônio Henrique Ocampos Ribeiro – empresário

Leandro de Souza Ramos – empresário

Geraldo Alves Pereira – empresário

Esquema investigado

A Operação Collusion apura a atuação de uma organização criminosa que fraudava licitações e contratos públicos relacionados à prestação de serviços e fornecimento de materiais gráficos ao município e à Câmara Municipal de Terenos desde 2021.

Já a Operação Simulatum investiga fraudes em contratos de publicidade institucional e locação de equipamentos de som firmados com o Legislativo municipal no mesmo período.

Segundo o Ministério Público, os grupos atuavam de forma articulada para simular concorrência em processos licitatórios, direcionar contratos e obter vantagens ilícitas com recursos públicos.

As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas.

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