Mato Grosso do Sul registra 150 mortes em rodovias federais em 2025, aponta CNT
- porRedação
- 11 de Fevereiro / 2026
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| Créditos: © Sindicato dos policiais federais-DF
Estado tem proporção de fatalidades maior que a média nacional; BR-163 concentra quase um terço dos óbitos
Mato Grosso do Sul contabilizou 1.653 acidentes em rodovias federais ao longo de 2025, resultando em 150 mortes e 1.755 pessoas feridas, entre casos leves e graves. Os dados são do Guia CNT de Segurança nas Rodovias 2026, elaborado com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Pesquisa CNT de Rodovias.
Apesar de registrar menos ocorrências em números absolutos do que estados mais populosos, Mato Grosso do Sul apresenta um índice de letalidade acima da média nacional. Na prática, o Estado teve nove mortes a cada 100 acidentes, enquanto a média do Brasil foi de oito mortes a cada 100 registros.
BR-163 lidera ranking de periculosidade no Estado
A BR-163 foi apontada como a rodovia federal mais perigosa de Mato Grosso do Sul. Ao longo de 2025, a estrada concentrou 780 acidentes, quase metade de todas as ocorrências registradas no Estado (47,2%), e 47 das 150 mortes, o que representa 31,3% do total de óbitos. Trechos entre os quilômetros 480 e 500, na região sul do Estado, figuram entre os mais críticos em número de acidentes e vítimas fatais.
O tipo de ocorrência mais frequente foi a colisão, responsável por 1.353 acidentes (51,3% do total) e por 72,4% das mortes. As saídas de pista aparecem em seguida, com 644 registros e 32 óbitos.
Entre as principais causas apontadas pela CNT está a ausência de reação do condutor — quando o motorista não freia ou não desvia a tempo — responsável por 428 acidentes e 26 mortes em Mato Grosso do Sul. A circulação na contramão, muitas vezes associada a ultrapassagens perigosas, também aparece entre os fatores mais letais.
Estradas melhores que a média, mas ainda perigosas
O levantamento mostra que, embora o número de mortes seja elevado, a condição das rodovias em Mato Grosso do Sul é melhor do que a média nacional. No Estado, 41,7% da extensão das estradas federais apresentam algum tipo de problema, contra 62,1% no Brasil.
Os principais pontos de falha em MS estão no pavimento (42,3% dos trechos), na geometria da via (43,4%) e na sinalização (12,2%). Em âmbito nacional, os índices são mais elevados: 56,5% no pavimento, 62,2% na geometria e 49,6% na sinalização.
Outro dado que chama atenção é o número de pontos críticos — locais onde os acidentes se repetem com frequência. Mato Grosso do Sul tem apenas quatro pontos mapeados, enquanto o país soma 2.146.
Cenário nacional e casos recentes
Em todo o Brasil, as rodovias federais registraram 72.476 acidentes em 2025, com 6.040 mortes e 83.490 feridos. A BR-101 foi considerada a rodovia mais perigosa do país, concentrando 13.006 acidentes e 760 mortes.
A gravidade dos números se reflete em ocorrências recentes no Estado. Na última sexta-feira (6), dois jovens de 18 anos, Gabriel Henrique Melo França e Gustavo Recco Modesto do Espírito Santo, morreram após a motocicleta em que estavam colidir com a traseira de uma carreta na BR-163, em Campo Grande. No mesmo dia, um pedestre de aproximadamente 28 anos morreu após ser atropelado por um carro de passeio ao atravessar a rodovia no perímetro urbano da Capital.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura, fiscalização e educação no trânsito, além de maior atenção dos motoristas ao dirigir, especialmente em rodovias com histórico elevado de acidentes e mortes.






