Mato Grosso do Sul promove capacitação estadual para fortalecer combate à hanseníase
- porRedação
- 09 de Janeiro / 2026
- Leitura: em 7 segundos

A ação é desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e contará com apoio técnico do Hospital de Referência São Julião, além da participação de consultores do governo federal. O objetivo é ampliar a capacidade das equipes da Rede de Atenção à Saúde para identificar precocemente a doença, realizar o tratamento adequado e intensificar a investigação de contatos, estratégias fundamentais para interromper a transmissão.
O webinar será conduzido pelo coordenador do Programa de Hanseníase do Hospital São Julião, Augusto Brasil Filho, e pelos consultores do Ministério da Saúde Marcela Campos e Alexandre de Macedo, da Coordenação Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação.
Segundo a consultora estadual em hanseníase da SES, Fabiana Pisano, a qualificação dos profissionais é decisiva para o controle da doença. “O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação dos contatos que convivem ou conviveram com casos novos são as principais formas de prevenção e de quebra da cadeia de transmissão”, afirma.
Casos em alta no Estado
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) indicam que 1.950 casos de hanseníase foram notificados em Mato Grosso do Sul entre 2021 e 2025, com aumento nos registros nos dois últimos anos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de vigilância, capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde.
Atenção aos sintomas
Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos, sensação de choques nos braços e pernas, inchaço de mãos e pés, ressecamento da pele, queda de pelos — especialmente das sobrancelhas —, além do surgimento de nódulos e, em alguns casos, sangramento nasal. Ao identificar qualquer desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo SUS e, logo nas primeiras doses da medicação, o risco de transmissão é eliminado. Por isso, a identificação precoce é essencial para evitar sequelas e interromper a circulação da doença na população.






