Justiça rejeita pedido de prisão domiciliar para médico réu por feminicídio de esposa em Campo Grande

| Créditos: Foto: Madu Livramento/ Midiamax


A Justiça estadual manteve a prisão preventiva de um médico cardiologista de 78 anos, acusado formalmente de matar a esposa, uma fisioterapeuta de 51 anos, e de tentar fraudar a cena do crime. O pedido de prisão domiciliar humanitária, fundamentado na idade avançada e no estado de saúde do acusado, foi analisado e negado pelo magist responsável pelo caso, após avaliações médicas e manifestação do Ministério Público.

O crime ocorreu em maio deste ano em uma residência localizada na região da Chácara dos Poderes, na Capital. Na ocasião, o profissional de saúde acionou os órgãos de segurança alegando que a companheira teria tirado a própria vida com um disparo de arma de fogo na cabeça. No entanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e os laudos periciais refutaram a versão de suicídio, apontando indícios de violência prévia e sinais de alteração na cena do fato.

O réu, que sustenta inocência desde o início do processo e afirma que a vítima cometeu suicídio, já teve recursos de habeas corpus e pedidos de liberdade negados em instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, ele permanece sob custódia preventiva, encontrando-se internado em um hospital da rede particular conveniada devido a questões clínicas.

Com o andamento da instrução criminal, o cronograma processual prevê a realização de audiências para a oitiva de testemunhas de acusação e de defesa, culminando posteriormente no interrogatório do réu. Ao término dessa fase, caberá ao juízo competente definir se o cardiologista será submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri.

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