Justiça mantém prisão preventiva de parlamentar enquanto defesa questiona falta de provas em colisão
- porRedação
- 20 de Setembro / 2026
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| Créditos: Foto: Reprodução/Ponta Porã News
A Justiça determinou a conversão para prisão preventiva da detenção em flagrante de um vereador de 49 anos no município de Ponta Porã, no interior de Mato Grosso do Sul. O parlamentar, que também integra a reserva do Corpo de Bombeiros, foi detido na noite da última sexta-feira após um acidente automobilístico. A equipe jurídica que representa o legislador planeja ingressar com pedido de liberdade durante a audiência de custódia.
O sinistro envolveu o veículo conduzido pelo parlamentar, uma caminhonete Toyota Hilux, e uma utilitária VW Saveiro guiada por um jovem de 17 anos, que sofreu ferimentos graves. O boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil indica alegações de evasão do local de acidente, embriaguez ao volante, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de suborno a agente público, ameaça e desacato.
Em contrapartida, a defesa do investigado rebate integralmente as imputações policiais, sustentando a ausência de elementos comprobatórios para além da colisão viária. Sobre a alegação de corrupção ativa, os advogados argumentam que o relato baseia-se exclusivamente na versão do policial envolvido na abordagem, sem que existam registros em áudio, vídeo ou testemunhas independentes que confirmem qualquer oferta financeira. Os registros formais descrevem que o parlamentar teria questionado se havia possibilidade de solução no local antes do acionamento de outras equipes.
Em relação à suspeita de alcoolemia, a defesa argumenta que nenhum teste de bafômetro ou exame sanguíneo foi realizado. O relatório policial, no entanto, menciona a recusa ao exame e a elaboração de um auto de constatação baseado em sinais como odor etílico e a presença de latas de cerveja no automóvel.
A respeito da arma apreendida — uma pistola calibre 9 milímetros —, a defesa destaca que o cliente tem porte funcional devido à sua condição de militar da reserva e que a intenção era entregá-la diretamente na delegacia. Já o registro policial afirma que o armamento é de origem estrangeira, não possuía registro no país e que houve resistência inicial na entrega do objeto.
A dinâmica do sinistro também apresenta narrativas divergentes: enquanto o boletim relata que a caminhonete trafegava em alta velocidade e atingiu a lateral da Saveiro, a defesa alega que o menor invadiu a via preferencial, interceptando a trajetória do automóvel. A defesa reitera que o acusado cumpre todos os requisitos legais para responder às investigações em liberdade e pretende questionar tanto a legalidade da prisão em flagrante quanto a fundamentação da medida preventiva.






