Justiça mantém prisão de ex-presidente da Santa Casa e rejeita pedidos de liberdade

| Créditos: Reprodução/ André de Abreu/ TopMidia


A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter a prisão da ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e negou o pedido de conversão da medida para prisão domiciliar. A decisão foi proferida pelo Núcleo de Garantias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), cerca de 12 dias após a deflagração da Operação Antidotum, que investiga supostos desvios de recursos e irregularidades administrativas no hospital.

Além de Alir Terra Lima, o ex-diretor administrativo da instituição, Rinaldo Hakme Romano, também teve negado o pedido de liberdade provisória. Ambos permanecem presos preventivamente enquanto prosseguem as investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

A Operação Antidotum apura suspeitas de fraudes em contratos firmados pela Santa Casa de Campo Grande, incluindo serviços de digitalização de prontuários e pagamentos a empresas que teriam ligação com integrantes da administração do hospital. Os investigadores estimam que os prejuízos apurados possam alcançar milhões de reais.

As prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados judiciais em Campo Grande, Dourados e Goiânia. Ao todo, seis pessoas foram detidas na operação, que também resultou em buscas e apreensões de documentos e equipamentos utilizados na investigação.

A defesa dos investigados contesta as acusações e busca reverter as medidas cautelares impostas pela Justiça. Enquanto isso, a Santa Casa informou que os serviços hospitalares seguem em funcionamento e que medidas administrativas foram adotadas para garantir a continuidade do atendimento à população.

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