Justiça mantém prisão de Alir Terra após dois episódios de mal-estar no presídio
- porRedação
- 21 de Outubro / 2026
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| Créditos: Reprodução/ André de Abreu/ TopMidia
O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, negou novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Alir Terra Lima, ex-presidente da Santa Casa, e manteve a prisão preventiva da advogada, que está detida desde 11 de setembro, quando foi deflagrada a Operação Antidotum.
A defesa voltou a solicitar a substituição da prisão por uma medida domiciliar após Alir, de 71 anos, passar mal duas vezes enquanto estava presa. Nos episódios, registrados nos dias 11 e 13 de outubro, ela precisou de atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital da Unimed, em Campo Grande.
Entre os argumentos apresentados pelos advogados estão problemas de saúde, incluindo neoplasia da mama, hipertensão arterial e crises de ansiedade. A defesa também destacou que Alir necessita de acompanhamento médico contínuo e faz uso diário de medicamentos.
O advogado Murilo Marques ressaltou ainda que a ex-dirigente é idosa, possui residência fixa e família em Campo Grande, além de ser advogada e servidora aposentada do Poder Judiciário Federal. Ela também exerceu o cargo de diretora-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) entre 2001 e 2011.
Outro argumento utilizado foi a concessão de prisão domiciliar ao ex-diretor administrativo e financeiro da Santa Casa, Rinaldo Hakme Romano, investigado no mesmo caso. A defesa também mencionou a situação de Edivaldo Pereira Aquino, réu em processo relacionado à Operação Tapa-Buracos, que teve a prisão revogada por questões de saúde.
Com a negativa do pedido em primeira instância, a defesa informou que aguarda o julgamento do habeas corpus pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Investigação sobre desvios na Santa Casa
Alir Terra Lima foi presa durante a Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro de 2026, que investiga suspeitas de desvios de recursos na Santa Casa de Campo Grande.
Ela responde a processo relacionado ao suposto desvio de aproximadamente R$ 1,9 milhão em um contrato para digitalização de prontuários hospitalares. O caso também envolve outros ex-dirigentes da instituição e pessoas ligadas à empresa contratada.
As investigações apuram possíveis irregularidades na contratação e no pagamento por serviços que, segundo a acusação, não teriam sido executados conforme previsto. As responsabilidades criminais dos envolvidos serão definidas pela Justiça.






