Justiça mantém ação penal e rejeita pedido de unificação de processo envolvendo herdeiro da família Zahran

| Créditos: Foto: Reprodução/O Jacaré


O juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande negou o pedido do empresário Camillo Gandi Zahran Georges para que a ação penal em que responde por suposto golpe milionário fosse unificada a uma investigação conduzida em São José do Rio Preto (SP).

O empresário é réu em processo que apura a suspeita de estelionato e associação criminosa relacionados a um prejuízo estimado em R$ 5,3 milhões. Segundo a acusação, ele e outros investigados teriam utilizado a relação de confiança com um casal para oferecer investimentos em negócios que não teriam sido concretizados.

De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram entre março e dezembro de 2023. As vítimas afirmam ter investido recursos em um projeto ligado à exportação de ouro, com promessa de retorno financeiro periódico. Após o fracasso do empreendimento, os envolvidos teriam firmado um acordo para ressarcimento dos valores, mas parte dos pagamentos não teria sido realizada.

A defesa solicitou que o processo em Mato Grosso do Sul fosse reunido à investigação em andamento no interior paulista, alegando semelhanças entre os fatos e a existência de possível continuidade delitiva. No entanto, o magistrado entendeu que não há motivo para a unificação, destacando que o procedimento em São Paulo ainda está na fase de inquérito e sequer resultou em ação penal.

Na decisão, o juiz avaliou que a reunião dos casos poderia atrasar a tramitação do processo em Campo Grande, além de dificultar a produção de provas devido à atuação em diferentes unidades da federação. Com isso, a ação penal seguirá seu curso de forma independente na Justiça sul-mato-grossense.

Em nota já divulgada anteriormente, o Grupo Zahran informou que Camillo Gandi Zahran Georges não possui vínculo societário ou comercial com as empresas do conglomerado de comunicação.

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