Justiça indefere pedido de prisão domiciliar para veterinária suspeita de queimar o marido em Campo Grande

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A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande negou o pedido de conversão da prisão preventiva em regime domiciliar para a médica veterinária Lidiane Cecília Pereira, de 42 anos. Ela permanece detida em uma unidade penitenciária estadual pelo envolvimento em um incidente que deixou seu companheiro gravemente ferido.

A defesa da investigada pleiteava o benefício da prisão domiciliar argumentando que ela possui dependentes menores de idade que necessitam de seus cuidados. No entanto, o magistrado responsável pelo caso rejeitou a solicitação por considerar que o crime imputado envolveu grave violência doméstica, o que inviabiliza a concessão da medida alternativa no momento.

O caso ocorreu na semana passada, motivado por desentendimentos conjugais. Na ocasião, a mulher jogou líquido inflamável e ateou fogo no marido, um homem de 41 anos, que sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo. Ele segue internado em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital local.

Em depoimento inicial à polícia, a veterinária alegou que agiu em um momento de descontrole emocional para pressionar o parceiro a confessar uma suposta infidelidade e que não pretendia causar as lesões. A Polícia Civil continua conduzindo o inquérito para apurar todas as circunstâncias do ocorrido.

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