Justiça Federal marca interrogatório de ex-secretário acusado de ocultar R$ 2,8 milhões em mansão de luxo
- porRedação
- 26 de Outubro / 2026
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O ex-secretário estadual de Obras Edson Giroto deverá prestar depoimento no próximo dia 13 de novembro, em audiência conduzida pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. O réu responde a acusações de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, em processo que investiga desvios e fraudes patrimoniais no âmbito de investigações sobre contratos públicos.
De acordo com o Ministério Público Federal, a controvérsia central gira em torno de uma mansão localizada em um condomínio fechado na capital sul-mato-grossense. Embora os registros oficiais apontassem um gasto de cerca de R$ 1,4 milhão na construção do imóvel entre 2012 e 2015, investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que os investimentos reais na propriedade ultrapassaram R$ 4,2 milhões na época, revelando uma diferença milionária não declarada e que resultou em dezenas de acusações por atos de ocultação patrimonial.
O andamento da ação penal enfrentou sucessivas reviravoltas ao longo de quase uma década de tramitação na Justiça. O processo chegou a ter fases anteriores anuladas após questionamentos sobre a condução processual, sendo retomado posteriormente por decisão de instâncias superiores. Além disso, discussões jurídicas sobre prerrogativa de função e competência jurisdicional — influenciadas por entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre o foro privilegiado de autoridades — geraram debates sobre qual tribunal deveria proferir a sentença final, mantendo contudo a instrução probatória sob a responsabilidade da primeira instância.
Além do ex-secretário, o processo também envolve outras duas rés ligadas ao núcleo investigado: Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto e Denize Monteiro Vieira Coelho. Enquanto a defesa aguarda os desdobramentos processuais, juristas apontam o risco iminente de prescrição da pretensão punitiva devido à morosidade acumulada ao longo dos anos de tramitação na esfera federal.






