Justiça agenda nova tentativa de acordo entre MP e JBS para solucionar odor persistente em Campo Grande

| Créditos: Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado


A Justiça de Mato Grosso do Sul busca uma solução final para o problema de mau cheiro exalado pela unidade da JBS em Campo Grande, que afeta a vida dos moradores da região do Nova Campo Grande há cerca de 14 anos.

O juiz responsável pelo processo enxergou a chance de um "acordo definitivo" e marcou uma nova audiência de conciliação entre o frigorífico e o Ministério Público (MP) para o dia 10 de novembro.

No mesmo contexto, mais de 200 ações de indenização movidas individualmente por moradores contra a JBS foram suspensas. A decisão visa unificar os esforços e aguardar o resultado da Ação Civil Pública (ACP) ingressada pelo MP sobre o mesmo tema.

Apesar da expectativa por uma resolução amigável, as partes mantêm o impasse. A JBS afirma ter cumprido todas as medidas para combater o mau cheiro, enquanto a promotora de Justiça Luz Marina Borges Maciel Pinheiro contesta a informação, alegando que a empresa não cumpriu integralmente as obrigações acordadas. Entre os pontos de divergência estão a demora no crescimento do cinturão de árvores para absorção do odor e a não apresentação de relatórios trimestrais sobre o sistema de exaustão de gases.

A promotora ressalta que, dada a longa duração da situação, é necessária uma "resolução célere e efetiva". O MP só havia ingressado com a ACP em 2025, após ser alvo de denúncias por omissão no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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