Investigação aponta que encontros em haras foram usados para atrair vítimas em suposto esquema de investimentos falsos

| Créditos: Reprodução/Campo Grande News


Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, no âmbito da "Operação Castelo de Cartas", detalha como reuniões sociais e banquetes em Mato Grosso do Sul teriam sido utilizados para dar aparência de legitimidade a um esquema de estelionato. Segundo os depoimentos, os suspeitos João Augusto de Almeida Mendonça e Camillo Gandi Zahran Georges teriam causado um prejuízo estimado em R$ 10 milhões a pelo menos quatro investidores.

Dinâmica dos fatos

De acordo com os relatos registrados pelas autoridades, as vítimas eram convidadas para visitar Campo Grande, onde eram recebidas com hospitalidade em propriedades de alto padrão, como a Fazenda Chaparral, utilizada como haras pela família Zahran. Nesses encontros, eram oferecidas oportunidades de aporte financeiro em empresas de segurança e no mercado de criptomoedas.

Um médico veterinário de São José do Rio Preto (SP), que figura como uma das principais testemunhas, relatou ter investido cerca de R$ 3 milhões após ser recebido pelos investigados em 2022. O investidor afirma que o ambiente de luxo e a presença de herdeiros de grupos empresariais consolidados foram determinantes para que ele acreditasse na solidez das propostas.

Desdobramentos judiciais

A operação policial resultou na apreensão de bens de alto valor, incluindo automóveis de luxo, dinheiro em espécie e relógios de marcas internacionais, que estariam vinculados ao proveito dos supostos crimes.

Atualmente, o processo segue em tramitação na Justiça paulista. Por decisão judicial, Camillo Zahran cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica em Mato Grosso do Sul. A defesa dos citados ainda não se manifestou publicamente sobre o teor detalhado das acusações de estelionato e associação criminosa.

Compartilhe: