Campo Grande registra aumento de casos de SRAG e soma 22 mortes em 2026
- porRedação
- 10 de Março / 2026
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Campo Grande já contabiliza 275 notificações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo informe semanal do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Ao todo, 22 mortes em decorrência da doença foram confirmadas na Capital, enquanto outro óbito segue em investigação.
A análise dos dados por semana epidemiológica indica que o município enfrenta um período de crescimento consecutivo nas notificações há mais de um mês. Na primeira semana de 2026, foram registrados 27 casos de SRAG em Campo Grande. Nas semanas seguintes, os números oscilaram entre 20 e 22 registros até o dia 7 de fevereiro, com novo pico de 27 notificações na última semana de janeiro.
A partir da segunda semana de fevereiro, no entanto, os casos passaram a crescer gradualmente. Entre os dias 8 e 14 de fevereiro foram registradas 28 notificações. Na semana seguinte, entre 15 e 21 de fevereiro, o número subiu para 37. Já entre 22 e 28 de fevereiro foram contabilizados 45 casos, chegando a 49 notificações no período de 1º a 7 de março.
O aumento ocorre após o período do Carnaval, celebrado entre os dias 13 e 18 de fevereiro, quando a cidade começou a apresentar tendência mais acentuada de crescimento nos registros da síndrome.
Em relação à vacinação, a cobertura no público-alvo chega a 59,68%. Conforme o Cievs, já foram aplicadas 381.009 doses de imunizantes relacionados à prevenção de doenças respiratórias, sendo 135.757 destinadas à população prioritária. Ainda faltam 91.721 pessoas consideradas mais vulneráveis receberem a imunização.
O levantamento também aponta aumento na procura por atendimento médico relacionado a doenças respiratórias. Ao todo, 1.150 pacientes foram atendidos na atenção básica do município e 3.533 passaram por unidades de urgência.
Entre os vírus identificados nos casos de SRAG, o principal agente é o rinovírus, responsável por 66 ocorrências. Também foram registrados casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 16 notificações, influenza com 15, Covid-19 com 12 e metapneumovírus com 10 registros, além de outros vírus em menor número. Outros 31 casos ainda estão em investigação e 119 não tiveram o vírus causador especificado.
Em relação às mortes, a maior parte — 16 óbitos — não teve o agente viral identificado. Em 2026, o rinovírus foi responsável por duas mortes na Capital, enquanto influenza e Covid-19 registraram um óbito cada. O cenário reforça o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação e da procura por atendimento médico diante de sintomas respiratórios mais graves.






