Intervenção no Consórcio Guaicurus não deve interromper circulação de ônibus em Campo Grande
- porRedação
- 16 de Junho / 2026
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A possível intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus não deve resultar na paralisação do transporte coletivo da Capital. A medida em estudo tem caráter administrativo e busca garantir a continuidade do serviço enquanto são apuradas as condições operacionais e financeiras da concessionária.
A análise ocorre após uma comissão técnica recomendar a adoção da intervenção, apontando problemas relacionados ao cumprimento do contrato, à conservação da frota e à qualidade do atendimento prestado aos usuários. Entre os fatores considerados estão milhares de registros de atrasos e supressão de viagens, além do aumento das reprovações em inspeções de segurança dos veículos.
Caso a intervenção seja decretada, a administração do sistema passará temporariamente para um interventor nomeado pelo município, acompanhado por uma equipe responsável por realizar auditorias e levantamentos técnicos. A operação diária do transporte, entretanto, deverá ser mantida, preservando a circulação dos ônibus e os postos de trabalho das equipes operacionais, como motoristas, mecânicos e fiscais.
A medida prevê o afastamento apenas da atual gestão administrativa da concessionária durante o período de apuração. O objetivo é avaliar a situação financeira da empresa, verificar o cumprimento das obrigações contratuais e apontar alternativas para a continuidade do serviço.
A Prefeitura também mantém diálogo com o Consórcio Guaicurus em busca de soluções que possam evitar medidas mais severas. Entre os pontos em discussão está a renovação da frota, já que centenas de veículos precisariam ser substituídos para atender às exigências contratuais.
Mesmo com a possibilidade de intervenção, especialistas envolvidos no processo destacam que a prioridade é garantir que a população não seja prejudicada. O procedimento tem caráter temporário, fiscalizatório e investigativo, podendo resultar em novas medidas administrativas após a conclusão das análises.
A decisão final sobre a intervenção caberá ao Executivo Municipal, que avalia os relatórios técnicos e as propostas apresentadas pela concessionária antes de definir os próximos passos para o sistema de transporte coletivo da Capital.






