Inflação oficial fecha 2025 em 4,26% e fica dentro da meta do governo
- porRedação
- 09 de Janeiro / 2026
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Somente em dezembro, o IPCA registrou alta de 0,33%, acima dos 0,18% observados em novembro. A elevação foi impulsionada principalmente pelos grupos Transportes, Saúde e cuidados pessoais e Artigos de residência.
Principais impactos
O grupo Transportes apresentou a maior variação do mês, com alta de 0,74%, e também o maior impacto no índice geral (0,15 ponto percentual). O aumento foi influenciado principalmente pelo encarecimento do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), este último o item de maior impacto individual no mês. Os combustíveis também registraram alta de 0,45%, após queda em novembro.
O grupo Artigos de residência subiu 0,64%, com destaque para TV, som e informática (1,97%) e aparelhos eletroeletrônicos (0,81%), que haviam recuado no mês anterior.
Em Saúde e cuidados pessoais, a variação foi de 0,52%, influenciada principalmente pelos reajustes nos planos de saúde e pelos produtos de higiene pessoal.
Alimentação
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio subiu 0,14%, encerrando uma sequência de seis meses de queda, puxada principalmente por aumentos em itens como cebola, batata, carnes e frutas. Em contrapartida, produtos como leite, tomate e arroz apresentaram redução de preços.
A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,60%, com aumento mais acentuado nos preços de lanches.
Habitação em queda
O único grupo que apresentou variação negativa em dezembro foi Habitação, com queda de 0,33%. O principal fator foi a redução de 2,41% na energia elétrica residencial, reflexo da mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha para a amarela, reduzindo o valor adicional cobrado nas contas de luz.
INPC também desacelera
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, acumulou alta de 3,90% em 2025, abaixo dos 4,77% registrados em 2024. No período, os preços dos alimentos subiram 2,63%, enquanto os itens não alimentícios tiveram variação de 4,32%.
Os índices reforçam o cenário de inflação controlada ao longo de 2025, com desaceleração em relação ao ano anterior e manutenção dentro dos parâmetros estabelecidos pela política econômica






