Gaeco retorna a Sidrolândia enquanto Justiça autoriza vereador a reassumir mandato
- porRedação
- 28 de Outubro / 2026
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| Créditos: Foto: Reprodução/Investiga MS
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) voltou a atuar em Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (28). Uma viatura do órgão foi vista na empresa Priscila Malhas, de propriedade de Priscila Depine. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a possível operação no local.
Justiça autoriza retorno de Adavilton Brandão
No mesmo município, o vereador Adavilton Joarildo de Souza Brandão foi autorizado pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna a retornar ao exercício do mandato na Câmara Municipal. A magistrada entendeu que não havia fundamentação suficiente para manter o afastamento cautelar do parlamentar.
A decisão ocorre dois dias após a posse dos suplentes Itamar Souza (PSDB), Maria Tereza Fiúza Ferreira (MDB) e Claésio Lechner (PSD), que ocuparam as vagas dos vereadores afastados Adavilton Brandão, Cledinaldo Marcelino Cotócio e Izaqueu de Souza Diniz. Com a volta de Adavilton, Maria Fiúza deixa a cadeira no Legislativo. Ela é filha da vice-prefeita Cristina dos Santos Fiúza, também investigada no caso.
Operação Dirty Pix investiga suspeitas de desvios
O afastamento dos parlamentares está relacionado à segunda fase da Operação Dirty Pix, conduzida pelo Gaeco e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.
A apuração começou após a identificação de possíveis desvios de verbas destinadas à compra de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave hospitalar, por meio de convênio com o Governo de Mato Grosso do Sul.
Na segunda fase da operação, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Entre os presos estavam o diretor do hospital municipal, Jacob Meeuwis Breure, a policial Cristina Rosa e o assessor Júlio César Alves.
As investigações também passaram a examinar outros convênios firmados pela entidade hospitalar. Segundo os levantamentos, os recursos envolviam a aquisição de equipamentos e materiais médicos, uma unidade móvel de terapia intensiva (UTI) e obras de reforma do hospital. Os valores relacionados aos contratos investigados ultrapassam R$ 18 milhões.
De acordo com a apuração do Gecoc, há suspeitas de elaboração de planos de trabalho com informações fraudulentas, superfaturamento de produtos e serviços e direcionamento de contratações a empresas previamente relacionadas ao grupo investigado.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) também aponta indícios de que parte dos recursos recebidos pela entidade teria sido desviada de suas finalidades e redistribuída por meio de movimentações financeiras, incluindo possíveis repasses a agentes políticos e intermediários.
A investigação ainda apura suspeitas de utilização de recursos financeiros para dificultar o andamento das apurações.
A autorização para Adavilton Brandão reassumir o mandato não encerra a Operação Dirty Pix nem altera automaticamente a situação dos demais investigados. As apurações seguem em andamento, e as suspeitas deverão ser esclarecidas no curso dos procedimentos legais.






