Filho de ex-secretário é condenado por sonegação milionária ligada a investigação do lixo em Campo Grande


O zootecnista Alaor Bittencourt De Marco, filho do ex-secretário municipal de Infraestrutura de Campo Grande, João Antônio De Marco, foi condenado pela Justiça Federal por sonegação fiscal envolvendo R$ 21,7 milhões em rendimentos não declarados entre 2011 e 2014. A sentença fixou pena de quatro anos, um mês e 15 dias de prisão em regime semiaberto.

As movimentações financeiras investigadas surgiram durante apuração relacionada ao chamado escândalo do lixo, que envolve suspeitas de irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura de Campo Grande e o consórcio Solurb. Segundo as investigações, o volume de recursos incompatível com a renda declarada chamou atenção após a quebra de sigilo bancário do acusado.

De acordo com a decisão judicial, Alaor informou à Receita Federal rendimentos anuais relativamente baixos no período analisado, mas auditorias fiscais apontaram movimentações milionárias omitidas. O montante total apurado ultrapassou R$ 21 milhões.

O juiz responsável pelo caso destacou ainda a realização de depósitos fracionados em valores próximos de R$ 100 mil, prática que, segundo a sentença, indicaria tentativa de evitar comunicação obrigatória aos órgãos de controle financeiro.

A defesa sustentou que parte dos valores pertencia ao pai do réu, que mantinha conta conjunta com o filho. O ex-secretário afirmou em depoimento que os recursos eram declarados e negou intenção de ocultar patrimônio. A justificativa, porém, não convenceu o magistrado.

Além da condenação por sonegação, Alaor também responde a processos relacionados a corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão ainda permite recurso.

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