Fechar fronteiras não é solução eficaz contra crime organizado, avalia Polícia Federal
- porRedação
- 31 de Outubro / 2025
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| Créditos: Foto: Nathália Alcântara
O superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Cotta D'Angelo, criticou publicamente a tese de que o fechamento das fronteiras brasileiras, especialmente com a Bolívia e o Paraguai, seria a solução para combater o crime organizado.
Durante a cerimônia de posse do novo delegado-chefe em Corumbá, D'Angelo classificou esse argumento como um "discurso vazio e simplista", apontando que nem mesmo nações de maior poder, como os Estados Unidos em sua divisa com o México, conseguiram evitar o tráfico de drogas e a migração de forma total.
Em contrapartida, o líder da PF defendeu que a estratégia mais eficaz reside na integração e na união de esforços entre as diversas organizações de segurança pública. Ele citou Mato Grosso do Sul como um exemplo bem-sucedido de cooperação entre as forças. O superintendente também ressaltou a responsabilidade constitucional dos estados em intensificar suas ações no combate a ilícitos, alertando contra "bandeiras políticas" que buscam apenas culpar a segurança pública pelo problema.






