Escolas municipais de Campo Grande terão protocolos para calor, fumaça e temporais


As escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande passarão a adotar procedimentos específicos diante de situações de calor extremo, fumaça provocada por queimadas, tempestades, ventos fortes, granizo e alagamentos. As medidas foram definidas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para ampliar a segurança de estudantes e profissionais.

Segundo o secretário municipal de Educação, Lucas Bitencourt, o município já havia estabelecido, há cerca de um mês, um protocolo geral para situações climáticas extremas. Agora, as orientações detalham como cada unidade deve agir de acordo com as características e os riscos existentes em sua estrutura.

As escolas deverão identificar previamente áreas vulneráveis, como locais sujeitos a alagamentos, quedas de árvores, problemas em muros e coberturas, além de espaços muito expostos ao sol, vento, chuva ou fumaça. Também precisam estabelecer locais considerados seguros para abrigar alunos e funcionários.

Áreas externas como pátios descobertos, quadras abertas, estacionamentos, arquibancadas e espaços próximos a árvores, postes, estruturas metálicas, tendas e grandes vidraças não devem ser utilizadas como abrigo durante situações de risco.

Calor exige mudanças na rotina

Em dias de temperaturas elevadas ou baixa umidade, as escolas deverão adotar medidas preventivas antes mesmo do surgimento de sintomas nos estudantes. Entre as recomendações estão a oferta frequente de água, verificação diária dos bebedouros e incentivo para que os alunos mantenham garrafas de água durante o período escolar.

Ambientes frescos, ventilados ou climatizados devem ser priorizados, enquanto a exposição direta ao sol e a permanência prolongada em locais quentes e abafados devem ser reduzidas. Cortinas e persianas também poderão ser utilizadas para diminuir a incidência solar.

As aulas de Educação Física poderão ter exercícios reduzidos ou substituídos, principalmente quando houver calor intenso. Atividades externas também poderão ser transferidas para outros horários ou espaços protegidos, com intervalos destinados à hidratação e recuperação.

A programação pedagógica, no entanto, não precisa ser totalmente interrompida. Atividades realizadas ao ar livre podem ser substituídas por leitura, pesquisas, jogos, trabalhos artísticos e outras propostas em ambientes protegidos.

Na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a atenção será reforçada, com maior frequência na oferta de água e possibilidade de alteração do horário do parque. As famílias também são orientadas a enviar as crianças com roupas leves e confortáveis.

Confusão, fraqueza, tontura, náusea, dor de cabeça, sonolência excessiva e alterações de comportamento estão entre os sinais que devem ser observados. Professores e demais funcionários também devem ter acesso à água, pausas e locais adequados para descanso.

Fumaça pode levar atividades para dentro das salas

Durante períodos de queimadas, quando a qualidade do ar estiver prejudicada, as atividades externas poderão ser suspensas e as turmas transferidas para ambientes internos.

A orientação inclui manter portas e janelas fechadas e evitar exercícios físicos de maior intensidade. Tosse, irritação nos olhos ou garganta, dor de cabeça, tontura e dificuldade para respirar são sinais que devem receber atenção.

Em casos de tempestades, vendavais, raios ou granizo, os estudantes não deverão permanecer em áreas externas consideradas perigosas. Recreação, atividades esportivas em quadras descobertas e outras ações realizadas ao ar livre poderão ser interrompidas.

Alagamentos também exigem restrição de acesso

Áreas atingidas por alagamentos não poderão ser acessadas por estudantes ou funcionários. A medida considera riscos relacionados a correntezas, contaminação da água, animais peçonhentos, danos estruturais e contato com instalações elétricas.

Embora os diretores tenham autonomia para adotar imediatamente medidas de proteção dentro das unidades, a suspensão das aulas da Rede Municipal de Ensino não pode ser determinada individualmente pela direção. Essa decisão é de competência da Semed.

Quando houver necessidade de alteração na rotina escolar, a secretaria deverá ser comunicada. As famílias também poderão receber informações sobre os riscos e eventuais mudanças nos horários de entrada, saída ou permanência dos estudantes.

O protocolo ainda proíbe que alunos sejam levados para áreas atingidas por eventos extremos com a finalidade de observar, fotografar ou registrar os efeitos da ocorrência.

Em situações envolvendo risco elétrico, grande volume de água, danos em telhados, forros ou muros, ou necessidade de evacuação, as atividades deverão ser encerradas. A orientação é priorizar a segurança dos estudantes e profissionais sempre que houver risco no ambiente escolar.

Compartilhe: