Equador admite ataques a grupos armados e nega ação em território colombiano

O governo do Equador reconheceu, nesta terça-feira (17), que realizou ataques contra grupos armados ligados à Colômbia em áreas de fronteira, mas negou ter conduzido operações militares dentro do território colombiano.

Segundo a chanceler Gabriela Sommerfeld, as ações ocorrem exclusivamente em solo equatoriano, com foco em acampamentos de grupos irregulares que atravessam a fronteira e se instalam no país.

A declaração ocorre após acusações do presidente colombiano Gustavo Petro, que voltou a sugerir que um bombardeio na região fronteiriça teria sido realizado pelo Equador. Em publicação nas redes sociais, Petro afirmou que 27 corpos carbonizados foram encontrados no local e classificou a explicação apresentada até agora como “não crível”.

O líder colombiano também destacou que os ataques não parecem ter sido realizados por grupos armados ilegais — que não possuem aviões — nem pelas forças da Colômbia, já que, segundo ele, não houve autorização para esse tipo de operação.

Em resposta, o presidente equatoriano Daniel Noboa negou as acusações e reforçou que as forças do país atuam apenas dentro de seu território. Noboa afirmou ainda que o Equador seguirá combatendo esconderijos de grupos armados, muitos deles formados por colombianos.

A tensão ocorre um dia após o Equador iniciar uma ampla ofensiva contra o narcotráfico, com apoio dos Estados Unidos. A operação mobiliza cerca de 75 mil militares e inclui ações por terra, ar e mar, além da adoção de toque de recolher em algumas regiões.

O país também integra o “Escudo das Américas”, aliança formada por 17 nações do continente voltada ao combate ao crime organizado e a ameaças à segurança.

Além do embate militar, Equador e Colômbia enfrentam uma crise diplomática e comercial desde fevereiro, quando Noboa impôs tarifas sobre produtos colombianos. Petro respondeu com medida semelhante, ampliando as tensões entre os dois governos.

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