Trump fala em “tomar Cuba” e eleva tensão com governo da ilha
- porRedação
- 19 de Março / 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar repercussão internacional ao afirmar que pretende “tomar” Cuba ou promover mudanças no país. A declaração ocorre em meio à crise econômica enfrentada pela ilha e ao aumento da pressão política de Washington.
Segundo Trump, Cuba é um país “falido”, sem recursos e sem petróleo — cenário agravado por sanções e restrições energéticas impostas pelos EUA. O presidente chegou a dizer que poderia “fazer o que quisesse” em relação ao futuro da ilha, sugerindo inclusive uma possível mudança de regime.
A fala também inclui a intenção de afastar o atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, no poder desde 2018 e o primeiro governante da ilha que não pertence à família Castro desde a revolução de 1959.
As declarações fazem parte de uma estratégia mais ampla dos EUA de pressionar o governo cubano. Nos últimos meses, a Casa Branca intensificou medidas como bloqueios ao fornecimento de petróleo e sanções econômicas, o que tem contribuído para o agravamento da crise energética e social no país.
Trump também tem sugerido que uma eventual “tomada” de Cuba poderia ocorrer de forma negociada — ou não. Em falas anteriores, mencionou a possibilidade de um “controle amigável”, embora sem detalhar como isso aconteceria.
Contexto histórico e tensão
As declarações reacendem um histórico delicado entre Estados Unidos e Cuba, marcado por décadas de embargo econômico e disputas ideológicas desde a Revolução Cubana, em 1959.
Em resposta, o governo cubano tem criticado duramente a postura norte-americana, classificando as ações como ameaças à soberania nacional.
Enquanto isso, a população cubana enfrenta escassez de combustível, apagões e dificuldades econômicas, o que aumenta a pressão interna e torna o cenário ainda mais instável.






