Empresário de São Paulo investigado pela PF buscou terreno gratuito em área nobre de Campo Grande em 2021
- porRedação
- 16 de Setembro / 2025
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Em 2021, a empresa NW Soluções e Recuperação de Crédito Ltda., pertencente ao advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, solicitou à Prefeitura de Campo Grande a doação de um terreno de 6,5 mil m² no Bairro Miguel Couto, região próxima ao Parque das Nações Indígenas. A informação foi divulgada pelo Correio do Estado.
A solicitação foi feita por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). O programa concede a doação de áreas e incentivos fiscais, como isenção de IPTU e ISS, para empresas que se enquadram em seus critérios. Na época do pedido, a empresa, com sede em São Paulo, possuía um capital social declarado de R$ 300 mil. O terreno solicitado tinha valor estimado em R$ 10 milhões.
Nelson Wilians é fundador de um dos maiores escritórios de advocacia de massa do Brasil, com clientes incluindo grandes bancos e varejistas. O grupo é conhecido por ostentar uma imagem de luxo em suas redes sociais.
Operação Cambota
Na última sexta-feira (12), Nelson Wilians foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação Cambota, da Polícia Federal. A investigação apura cobranças ilegais de mensalidades associativas descontadas de benefícios previdenciários do INSS sem autorização dos aposentados.
Durante as buscas em endereços ligados ao advogado, a PF apreendeu esculturas eróticas, armas de fogo (incluindo um fuzil registrado em seu nome), veículos de luxo (Ferrari, Porsche e Rolls-Royce), R$ 240 mil em espécie, moeda estrangeira e garrafas de vinho raras, uma delas avaliada em R$ 50 mil.
A PF informou que relatórios do Coaf indicam repasses de R$ 15,5 milhões do escritório de Wilians para o empresário Maurício Camisotti, investigado no mesmo esquema. Wilians defendeu que a transação foi "estritamente profissional e legal", referente à compra de um terreno.
Em nota, sua assessoria jurídica afirmou que ele colabora com as investigações e confia que sua inocência será comprovada. A operação também cumpriu mandados de prisão preventiva contra os empresários Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e Maurício Camisotti.






