Empresa de materiais didáticos com capital de R$ 40 mil movimentou R$ 27,4 milhões em contratos públicos e sacou R$ 9,2 milhões em dinheiro vivo
- porRedação
- 31 de Julho / 2026
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Uma empresa do setor editorial registrada com capital social de apenas R$ 40 mil tornou-se centro de denúncias após receber R$ 27,4 milhões por meio de contratos de compras públicas com prefeituras no estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com o levantamento constante na acusação formal, do montante repassado à organização, R$ 9,2 milhões foram sacados em espécie.
A apuração indica que a Editora Avante firmava contratos para a entrega de livros paradidáticos destinados às redes municipais de ensino. A divergência entre o pequeno aporte financeiro declarado na fundação da empresa e o expressivo volume de recursos captados e retirados em cédulas motivou os questionamentos sobre a legalidade dos procedimentos de contratação.
No registro empresarial, a titularidade consta em nome de Rhayane Souza Fanaia. Contudo, os elementos apresentados sustentam que ela atuava apenas como proprietária formal da empresa, enquanto o controle efetivo das decisões comerciais e financeiras era praticado por integrantes da família Jafar.
Ao todo, 17 pessoas foram denunciadas no âmbito da investigação. O grupo é acusado de cometer infrações como organização criminosa, corrupção, lavagem de capitais e fraudes em processos licitatórios. A documentação apensada ao processo descreve a trajetória das verbas públicas e o direcionamento de valores para companhias e indivíduos vinculados aos alvos das apurações.






