Documentos de policial são achados em comboio que carregava 70 toneladas de maconha

| Créditos: Divulgação


Uma operação de grande escala da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai interceptou um comboio com cerca de 70 toneladas de maconha na região de Canindeyú, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, Brasil. O incidente gerou uma grave crise na segurança pública paraguaia após a descoberta de evidências que sugerem o envolvimento policial com o narcotráfico.

Durante a ação, que resultou na prisão de cinco traficantes, na morte de um indivíduo e na apreensão de 22 veículos e armamento pesado, foram encontrados os documentos pessoais e a identidade funcional do Comissário da Polícia Nacional, Osvaldo Javier Andino Gill.

A localização da carteira do oficial no local do confronto reforçou as suspeitas, levantadas pelo próprio Ministro Jalil Rachid, chefe da Senad, de que agentes da Polícia Nacional poderiam ter facilitado o trajeto da substância ilícita. O comboio teria cruzado diversas jurisdições policiais antes de ser parado.

Em sua defesa, o Comissário Andino Gill alegou ter perdido os documentos na área ao tentar prestar apoio à operação. Contudo, o Ministro Rachid desmentiu publicamente essa versão, assegurando que nenhum membro da Polícia Nacional havia sido convocado para participar da interceptação inicial.

Como consequência imediata da controvérsia, a direção da Polícia Nacional anunciou o afastamento de cinco comissários que chefiavam a região e deu início a uma investigação interna para apurar a alegada colaboração de oficiais com a quadrilha de traficantes.

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