Desembargadores mandam prender novamente réu do jogo do bicho em MS

| Créditos: DIVULGAÇÃO/PF


A 1ª Câmara Criminal de Mato Grosso do Sul atendeu a um recurso do Ministério Público e ordenou a prisão preventiva de Diogo Francisco, acusado de envolvimento em uma disputa pelo controle do jogo do bicho no estado. Ele havia sido liberado após a juíza May Melke Amaral, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, revogar sua prisão e a de outros quatro réus.

Os desembargadores consideraram necessária a volta à prisão devido à gravidade dos crimes, que incluem participação em organização criminosa armada e roubos majorados, com penas superiores a quatro anos. O relator, desembargador Jonas Hass Silva Júnior, destacou que há provas suficientes da autoria, referindo-se à denúncia já aceita pela Justiça.

A defesa de Diogo Francisco, liderada pelo advogado Francisco di Paula Veloso Chagas, recorreu da decisão, argumentando que a liberdade do acusado não ameaça a ordem pública e que as acusações de roubos e homicídios não constam na denúncia. O advogado também negou a ligação de Diogo com uma suposta organização criminosa complexa, afirmando que as provas se resumem a "conversas distorcidas no WhatsApp".

Caso envolve deputado e esquema policial

O caso ganhou repercussão após o deputado estadual Roberto Razuk, o ‘Neno’ (PL), ser citado como suposto líder de uma facção criminosa ligada ao jogo do bicho. Em março, ele foi alvo de buscas em sua casa, acusado de usar servidores da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para beneficiar o esquema.

Segundo investigações, policiais civis e militares estariam coagindo comerciantes que atuam como "anotadores" do jogo do bicho a transferir o controle das apostas para a "Banca BR", supostamente ligada a Neno. Em troca, os agentes receberiam propina e benefícios políticos.

A Operação Sucessione, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), já prendeu dez pessoas do grupo atribuído ao deputado. Agora, a 1ª Câmara Criminal analisa o novo recurso da defesa de Diogo Francisco.

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