Defesa de Bolsonaro solicita ao STF autorização para duas cirurgias urgentes e pede prisão domiciliar humanitária
- porRedação
- 10 de Dezembro / 2025
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| Créditos: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando permissão para que ele seja submetido a dois procedimentos cirúrgicos classificados como urgentes.
Os advogados argumentam que o quadro de saúde de Bolsonaro se agravou recentemente, exigindo intervenção médica imediata e internação hospitalar, com previsão de permanência no ambiente hospitalar entre cinco e sete dias.
De acordo com o relatório médico anexado pela defesa, o ex-presidente necessita de duas cirurgias sob anestesia geral para tratar as seguintes condições:
Hérnia Inguinal Unilateral: O documento aponta que Bolsonaro tem se queixado de dores e desconforto na região inguinal. Os sintomas teriam sido intensificados pelo aumento intermitente da pressão abdominal, o que exige a realização de uma herniorrafia inguinal convencional.
Soluços Incoercíveis Prolongados: O ex-presidente apresenta crises de soluços refratários, que não respondem aos medicamentos tradicionais. Os médicos apontam a situação como uma sequela neurológica de cirurgias abdominais anteriores, com impacto direto no repouso, alimentação e respiração. O tratamento indicado é o bloqueio anestésico do nervo frênico.
Em decorrência da gravidade dos problemas de saúde, a defesa solicitou a transferência imediata de Bolsonaro para uma unidade hospitalar particular em Brasília.
Além disso, foi pleiteada a conversão de sua detenção para prisão domiciliar de caráter humanitário. A justificativa apresentada é a incompatibilidade entre as condições de saúde do ex-presidente e sua permanência na Superintendência da Polícia Federal. Os advogados também pediram autorização para deslocamentos futuros exclusivos para tratamento de saúde, mediante aviso prévio ou posterior justificativa à Justiça em casos de emergência.






