Dario Durigan assume Ministério da Fazenda com foco em ajuste fiscal e medidas emergenciais

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad | Créditos: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O novo titular do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da pasta enfrentando um cenário de estreita margem fiscal e a necessidade de dar continuidade à agenda deixada por Fernando Haddad. Com cerca de duas semanas no cargo, o ministro prioriza o equilíbrio das contas públicas em um ano marcado por pressões eleitorais e oscilações econômicas globais.

Desafios no Orçamento

Embora o governo trabalhe oficialmente com uma projeção de superávit primário de R$ 3,5 bilhões, estimativas que incluem precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal indicam a possibilidade de um déficit de até R$ 59,8 bilhões. Para conter a deterioração das contas, Durigan mantém o foco na eficiência dos gastos públicos e na regulamentação da reforma tributária, prevista para entrar em vigor no próximo ano.

Medidas em Pauta

A gestão de Durigan articula ações imediatas para mitigar impactos econômicos no cotidiano da população, entre as quais se destacam:

Subsídio ao Diesel: Edição de uma Medida Provisória prevendo um subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, visando estabilizar preços diante da alta do petróleo.

Combate à Inadimplência: Elaboração de um pacote de renegociação de dívidas para famílias brasileiras, cujos débitos já comprometem, em média, mais de 27% da renda mensal.

Revisão de Tributos: Discussões sobre a manutenção ou ajuste da alíquota de 20% para compras internacionais de até US$ 50 (a "taxa das blusinhas"), que gerou R$ 5 bilhões em arrecadação no último ano.

O novo ministro busca sinalizar previsibilidade ao mercado financeiro, reforçando o compromisso com as metas de resultado primário e o controle da dívida pública, enquanto gerencia as demandas políticas do Palácio do Planalto.

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