Clã Razuk preso: ação contra jogo do bicho em MS se aproxima da fase de sentença

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O processo que investiga a atuação do grupo ligado à família Razuk na exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul avança na Justiça e se aproxima de uma etapa decisiva. A investigação é resultado da Operação Successione, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Entre os principais investigados está o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, apontado pelo Ministério Público como uma das lideranças do esquema. Também figuram no processo seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, além de outros suspeitos.

A apuração busca esclarecer a estrutura de uma organização que, segundo a acusação, pretendia ampliar o controle sobre o jogo ilegal em Campo Grande e em municípios do interior do Estado. As investigações também apontam suspeitas de crimes como roubos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Operação Successione

Deflagrada em dezembro de 2023, a Operação Successione teve diferentes fases e resultou em prisões e apreensões de equipamentos de apostas, armas, munições e dinheiro. A quarta fase, realizada em novembro de 2025, teve como alvo integrantes ligados ao grupo investigado.

O MPMS denunciou 20 pessoas e pediu o pagamento de R$ 36 milhões como reparação pelos danos apontados na acusação.

O andamento do processo é acompanhado pela Justiça de Mato Grosso do Sul, que deverá analisar as provas e as responsabilidades individuais dos réus antes de definir as consequências judiciais cabíveis.

As acusações contra os investigados devem ser avaliadas no âmbito do processo, respeitando o direito de defesa e o princípio da presunção de inocência.

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