Cesta básica de Campo Grande registra maior alta do país em setembro
- porRedação
- 08 de Outubro / 2025
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| Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O preço da cesta básica em Campo Grande teve o maior aumento entre as capitais brasileiras em setembro de 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
A capital sul-mato-grossense registrou alta de 1,55% no valor do conjunto de alimentos essenciais, liderando o crescimento entre as cinco capitais que tiveram elevação no período. No total, 22 das 27 capitais pesquisadas tiveram queda no preço da cesta básica.
Detalhes do levantamento
Divulgada nesta quarta-feira (8), a pesquisa apontou que o preço da cesta básica em Campo Grande atingiu R$ 780,67 em setembro de 2025.
Variação Anual e Acumulada:
Em comparação com setembro de 2024, o valor acumulado é de 9,24% de aumento.
No acumulado do ano (janeiro a setembro), a alta é de 1,34%.
O que subiu e o que desceu
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, oito tiveram elevação e cinco registraram queda de preço entre agosto e setembro de 2025.
Maiores Altas: A banana foi o item que mais impulsionou o aumento (8,84%), seguida por óleo de soja (4,46%) e café em pó (4,32%).
Maiores Quedas: A batata foi o item com a maior diminuição no preço (-6,96%), seguida por arroz agulhinha (-4,75%) e açúcar cristal (-4,00%).
Impacto no salário mínimo
Com o aumento, o trabalhador de Campo Grande que recebe o salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou trabalhar 113 horas e 08 minutos para adquirir a cesta básica em setembro de 2025.
Isso representa mais tempo de trabalho se comparado a agosto de 2025 (111 horas e 25 minutos).
Considerando o salário mínimo líquido, o trabalhador comprometeu 55,60% da renda para comprar os alimentos, um percentual maior que o registrado em agosto (54,75%).
Salário mínimo ideal
O Dieese estima que, em setembro de 2025, o salário mínimo ideal para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas (alimentação, moradia, saúde, educação, etc.) deveria ser de R$ 7.075,83. Esse valor é 4,66 vezes maior que o salário mínimo vigente.






