MP reitera cobrança e exige medidas imediatas da JBS contra mau cheiro de frigorífico

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) rebateu os argumentos da JBS e exigiu que a empresa adote medidas imediatas para solucionar o problema de mau cheiro exalado pelo frigorífico em Nova Campo Grande, que incomoda moradores há cerca de 15 anos.

O MP ingressou com uma ação civil pública para compelir a JBS a dar fim ao odor. Em manifestação à Justiça, a promotora de Justiça Luz Marina Borges Maciel Pinheiro afirmou que a empresa não cumpriu integralmente as obrigações acordadas em liminar, considerando as medidas implementadas como insuficientes.

A promotora destacou dois pontos principais pendentes:

Cinturão Verde: O MP considerou inviável aguardar três anos pelo crescimento das mudas plantadas pela JBS para absorver o odor, exigindo uma solução mais rápida e eficaz.

Relatório de Exaustão: A promotora também cobra a apresentação de relatórios trimestrais que comprovem o bom funcionamento do novo sistema de exaustão de gases.

A JBS, por sua vez, alegou à Justiça ter adotado todas as medidas para evitar o vazamento de odores, como o fechamento das platibandas após a vistoria do MP. Em relação ao cinturão de árvores, a gigante de alimentos informou que as mudas necessitam de tempo para crescer e que devem atingir o tamanho ideal em dois anos.

O frigorífico apresentou as mesmas alegações em diversas ocasiões no decorrer do processo, mesmo após o MP constatar "cheiro intenso" em nova vistoria realizada em maio.

Adicionalmente, o MPMS solicitou a inversão do ônus da prova, pedindo que a Justiça obrigue a JBS, e não o Ministério Público, a comprovar o fim do problema de odor na região.

Vale ressaltar que a JBS recusou firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP. O processo judicial só foi iniciado após o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) cobrar uma atitude do MP local.

A JBS não respondeu ao contato da reportagem para esclarecimentos sobre as contestações feitas pelo MP no processo.

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